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Home»Notícias»Mato Grosso registra 52 feminicídios em 2025: o maior número em cinco anos

Mato Grosso registra 52 feminicídios em 2025: o maior número em cinco anos

Notícias 02/19/2026Nenhum comentário
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O estado de Mato Grosso registrou 52 feminicídios em 2025, o maior número em cinco anos, e 2026 começou com novos casos.

O Carnaval de 2026 chegou ao fim.
As fantasias foram guardadas, as serpentinas varridas e a música, enfim, silenciou.

No entanto, para muitas famílias em Mato Grosso, o ano não começou leve.

Enquanto as festividades aconteciam, casos de violência doméstica foram registrados no estado.

Segundo boletins da Polícia Militar, mais de dez ocorrências envolvendo agressões físicas, ameaça e cárcere privado foram atendidas durante o fim de semana de Carnaval de 2026.

Em grande parte dos registros, os suspeitos eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas, um padrão que também aparece nos dados oficiais sobre feminicídio.

O retrato de 2025 em números

Não é possível iniciar 2026 sem observar os dados consolidados do ano anterior.

Segundo informações oficiais da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT), acompanhadas pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), 2025 registrou 52 feminicídios no estado.

O número representa o maior total dos últimos cinco anos e reforça a necessidade de atenção contínua às políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres.

Os dados mostram que em 2020 foram registrados 35 casos, subindo para 38 em 2021, 42 em 2022, 45 em 2023 e 48 em 2024, até alcançar os 52 casos em 2025. Esse crescimento progressivo evidencia que a violência contra a mulher segue como um problema estrutural e persistente. 

Além disso, pelo segundo ano consecutivo, o estado liderou o ranking nacional de feminicídios em termos proporcionais. Em 2024, Mato Grosso registrou uma taxa de 2,5 casos para cada 100 mil habitantes, a maior do Brasil, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. G1 Mato Grosso 

A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT) confirmou que, em 2025, houve um aumento de 31,57% nos casos de feminicídio em relação ao ano anterior. Já em 2026, embora o ano esteja apenas começando, os registros iniciais já sinalizam que a violência de gênero permanece como uma realidade que exige atenção urgente. 

Dentro de casa: o cenário da violência 

De acordo com o relatório “Mortes Violentas de Mulheres e Meninas em Mato Grosso por razões de gênero 2024”, produzido pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, 83% dos feminicídios em 2024 aconteceram dentro do ambiente doméstico. A casa, que deveria ser um lugar de segurança, tornou-se o cenário mais comum e perigoso para essas mulheres. 

Os dados são contundentes: a violência acontece onde a mulher deveria estar mais protegida. Em 2025, a maioria dos crimes também ocorreu nas residências das próprias vítimas, reforçando o padrão de violência doméstica e familiar. SESP-MT 

 

Quem são as vítimas e por que são mortas 

O perfil das vítimas revela um padrão preocupante. Em 2024, 85% das mulheres assassinadas tinham entre 18 e 39 anos, ou seja, estavam em plena idade produtiva. Em 2025, os números mostram distribuição semelhante, com maior concentração nas faixas de 21 a 30 anos (15 vítimas) e 31 a 40 anos (14 vítimas). 

A maioria das vítimas era parda (60%) e foi morta por parceiros íntimos. Em 2024, companheiros, namorados e ex-companheiros foram responsáveis por 74% dos casos. Entre as principais motivações identificadas pelo Observatório Caliandra estão o término de relacionamento, o ciúme associado ao sentimento de posse e o menosprezo à condição feminina.

Em 2025, 42% dos casos foram motivados por término de relacionamento, 38% por ciúme e sentimento de posse, e 20% por menosprezo à condição feminina. Junho foi o mês mais violento do ano, com 10 registros, concentrando o maior número de ocorrências no período analisado. G1 Mato Grosso 

Em relação aos meios empregados, 57% dos feminicídios em 2024 foram cometidos com armas cortantes ou perfurantes (faca, canivete, facão), 17% com arma de fogo e 13% com uso de força muscular. Nove mulheres foram mortas na frente dos próprios filhos. Um exemplo trágico é o de Regiane Alves da Silva, de 29 anos, assassinada a facadas pelo marido em um bar de Confresa, enquanto estava com a filha de três anos no colo e outra de oito sentada ao lado.  

Medidas protetivas: um escudo que pode salvar vidas 

Embora os números sejam alarmantes, existe uma ferramenta que tem se mostrado extremamente eficaz na proteção de mulheres em situação de violência: a medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha. 

Em 2024, mais de 17,5 mil medidas protetivas foram concedidas em Mato Grosso. Um dado que chama atenção: das 47 mulheres assassinadas naquele ano, apenas uma tinha medida protetiva vigente no momento do crime.

Já em 2025, o número de solicitações de medidas protetivas alcançou a marca de mais de 16 mil — um indicador de que mais mulheres estão buscando a proteção do Estado, mesmo diante do aumento nos casos de feminicídio.

“Está comprovado por pesquisas que medida protetiva salva vidas. Das mulheres mortas, a exceção é ter medida protetiva. Em Mato Grosso, nós temos mecanismos eficazes para controlar se a medida está sendo cumprida ou não, como o aplicativo SOS Mulher, o Botão do Pânico, que funciona junto com o monitoramento eletrônico do homem, e nós temos a Patrulha Maria da Penha”, afirma a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá. TJMT 

No primeiro semestre de 2024, o número de medidas protetivas subiu para 8.859, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, o descumprimento dessas medidas também aumentou: 12% a mais, passando de 1.376 registros para 1.538 ocorrências. Desde 2018, o descumprimento de medida protetiva é considerado crime, com pena de 6 meses a 2 anos de prisão. G1 Mato Grosso 

“Se ele descumprir, a mulher comunicando, esse sujeito vai ser preso, inclusive em flagrante. Se a vítima aciona o Botão do Pânico no seu celular, a viatura chega em cerca de 5 minutos até o local do georreferenciamento desse celular e faz a prisão”, assevera a magistrada. 

2026: início de ano sob alerta

Ainda não há dados consolidados para 2026, mas os registros iniciais indicam que os casos continuam ocorrendo.

Entre janeiro e fevereiro, ocorrências de violência doméstica foram registradas em municípios como Confresa, Poconé e Rondonópolis, segundo boletins policiais.

É cedo para falar em tendência anual, mas os episódios reforçam a necessidade de vigilância permanente e fortalecimento das políticas públicas.

As vítimas invisíveis

De acordo com o Observatório Caliandra, 87 crianças e adolescentes ficaram órfãos de mãe em 2025 em decorrência de feminicídios no estado.

O dado evidencia que a violência atinge não apenas as vítimas diretas, mas também filhos e familiares.

Em Cuiabá – MT, foi criado um benefício financeiro destinado a crianças e adolescentes que perderam a mãe em casos de feminicídio. A iniciativa busca oferecer suporte básico, embora não elimine os impactos emocionais e sociais decorrentes da violência.


O que está sendo feito

Diante do aumento alarmante nos casos de feminicídio em Mato Grosso, diversas ações governamentais e institucionais têm sido implementadas para fortalecer a rede de proteção às mulheres.

Gabinete de Enfrentamento à Violência

Em novembro de 2025, o Governo de Mato Grosso criou o Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, com o objetivo de integrar todas as ações de combate à violência de gênero no estado. A iniciativa atende a um pedido da primeira-dama Virginia Mendes e representa um compromisso institucional com a segurança feminina.

“Eu tenho vergonha de ver os índices de feminicídio no Estado, mas tudo que é possível fazer, nós estamos fazendo e faremos o que mais for necessário para proteger as mulheres”, afirmou o governador Mauro Mendes durante o anúncio.

Investimentos em segurança

Somente em 2025, o Governo investiu R$ 88 milhões nas forças de segurança para o enfrentamento à violência doméstica. Os dados oficiais mostram que 99,96% das mulheres que buscaram o apoio do Estado foram protegidas.

Principais ações implementadas:

  • Ampliação da Patrulha Maria da Penha: de 2 unidades (em 2018) para 41 (em 2025)
  • Ampliação das Delegacias da Mulher: de 7 (em 2019) para 9 (em 2025)
  • Implantação de 28 Núcleos Especializados em diversas regiões do estado
  • Plantão 24 horas para vítimas de violência doméstica e sexual: 38.832 vítimas atendidas desde 2020
  • Programa SER Família Mulher: auxílio financeiro aumentado de R$ 600 para R$ 800 por mês para mulheres com medida protetiva
  • Sala Lilás: atendimento humanizado às vítimas, com expansão prevista para 2026
  • Casa de Eurídice: oferece atendimento psicológico especializado às mulheres em situação de violência
  • Projeto “Papo de Homem”: trabalho educativo voltado para autores de violência doméstica
  • Operação Shamar: ações preventivas e de combate à violência doméstica e familiar

Educação como prevenção

Uma das medidas mais inovadoras é a implantação na grade curricular do Combate à Violência Doméstica de forma interdisciplinar no Ensino Médio das escolas estaduais. A iniciativa busca conscientizar jovens sobre a gravidade da violência de gênero e formar uma nova geração mais consciente e respeitosa.

Protocolo integrado

O Governo de Mato Grosso, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público assinaram protocolo para endurecer o combate à violência contra a mulher, estabelecendo ações que ampliam a rede de proteção das vítimas e intensificam o monitoramento dos agressores.

Tecnologia como aliada: o aplicativo SOS Mulher MT

Uma das ferramentas criadas para auxiliar mulheres em situação de violência é o aplicativo SOS Mulher MT, desenvolvido em parceria entre a Polícia Civil, o Tribunal de Justiça e a Secretaria de Estado de Segurança Pública. A plataforma permite que a vítima solicite medida protetiva de forma online e tenha acesso ao chamado Botão do Pânico virtual.

Quando acionado, o pedido de socorro chega ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, o CIOSP, em até 30 segundos. A viatura mais próxima é então enviada ao local.

Em 2024, houve aumento de 31% na procura pelo aplicativo, com 3.376 downloads apenas no primeiro semestre. As solicitações de medidas protetivas com o Botão do Pânico cresceram 9%, totalizando 2.731 pedidos.

De janeiro a novembro de 2025, foram solicitadas 5.483 medidas protetivas com uso do botão SOS, das quais 5.106 foram autorizadas pela Justiça. No mesmo período, a Polícia Civil registrou 514 acionamentos do Botão do Pânico em municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Cáceres.

O aplicativo está disponível gratuitamente para Android e iOS. A medida protetiva também pode ser solicitada pelo site sosmulher.pjc.mt.gov.br, sem necessidade de deslocamento até uma delegacia.

Segundo a delegada da Polícia Civil, Jannira Laranjeira, a ferramenta funciona como um Botão do Pânico virtual. Caso o agressor se aproxime da vítima, o acionamento do aplicativo permite o envio imediato da viatura mais próxima.

Um problema estrutural que exige mudança cultural

A delegada-geral da Polícia Civil de Mato Grosso, Daniela Maidel, destaca que, apesar dos avanços na legislação, como a Lei 14.994/2024, que tornou o feminicídio um crime autônomo com pena de 20 a 40 anos de reclusão, o problema vai além do aspecto jurídico.

Ela ressalta que os índices revelam um cenário estrutural, relacionado a fatores como machismo, cultura de impunidade e desigualdade social. Para ela, além das leis, é necessário compromisso coletivo, políticas públicas eficazes, fiscalização rigorosa e transformação cultural profunda para enfrentar a violência de gênero.

No campo investigativo, a Polícia Civil de Mato Grosso alcançou 100% de identificação dos autores de feminicídios no primeiro semestre de 2025. Entre 2020 e 2025, o estado registrou 142 condenações por feminicídio, conforme levantamento do Observatório Caliandra. Em 2025, 91% dos casos foram denunciados pelo Ministério Público do Estado.

A delegada Mariell Antonini Dias, da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis, reforça que muitas mulheres acreditam que as ameaças não serão concretizadas. No entanto, as estatísticas indicam que mais da metade das mortes ocorre dentro de casa e é praticada por pessoas com vínculo afetivo com a vítima.

Como identificar os sinais e pedir ajuda

A violência doméstica nem sempre começa com agressões físicas. Fique atenta aos seguintes comportamentos:

🚨 Violência Psicológica:

  • Humilhações constantes, xingamentos e insultos
  • Controle sobre suas roupas, amizades e rotina
  • Ciúmes excessivo e acusações infundadas
  • Ameaças e intimidações
  • Isolamento de familiares e amigos

🚨 Violência Patrimonial:

  • Controle do seu dinheiro ou salário
  • Destruição de documentos pessoais
  • Proibição de trabalhar
  • Subtração de bens

🚨 Violência Sexual:

  • Relações sexuais forçadas
  • Práticas sexuais não consentidas
  • Impedimento ao uso de métodos contraceptivos

🚨 Violência Física:

  • Tapas, empurrões, socos e chutes
  • Queimaduras e estrangulamentos
  • Uso de armas ou objetos para agredir

Medida Protetiva: Como solicitar

A medida protetiva de urgência é o principal instrumento legal de proteção previsto na Lei Maria da Penha. Em Mato Grosso, o processo foi modernizado e pode ser feito 100% online, sem necessidade de boletim de ocorrência.

📱 PASSO A PASSO – Medida Protetiva Online:

  1. Acesse o portal: portalcemulher.tjmt.jus.br
  2. Clique em “Solicitar Medida Protetiva“
  3. Depois clique em “Iniciar Pedido de Medida Protetiva“
  4. Preencha o formulário com suas informações e do agressor
  5. Descreva as situações de violência sofridas
  6. Aguarde o contato da Justiça

⏱️ Tempo de resposta: Em Mato Grosso, o prazo médio para análise e concessão da medida protetiva é de apenas 1 dia, um dos menores do Brasil (a média nacional é de 4 dias).

Aplicativo SOS Mulher MT

Após a concessão da medida protetiva, você terá acesso ao Botão do Pânico Virtual, que aciona a Polícia Militar instantaneamente em caso de descumprimento da medida.

📲 Como usar:

  1. Baixe o app “SOS Mulher MT” na loja de aplicativos
  2. Insira o código de acionamento fornecido pela Justiça
  3. Em situação de risco, acione o botão SOS
  4. O app grava 30 segundos de áudio automaticamente
  5. A viatura mais próxima é deslocada imediatamente

⚠️ Disponível em: Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis

Canais de denúncia e ajuda

🚨 EMERGÊNCIA – LIGUE AGORA:

  • 190 – Polícia Militar (emergência imediata)
  • 180 – Central de Atendimento à Mulher (24h, gratuito)
  • 197 – Polícia Civil
  • 100 – Disque Direitos Humanos

📍 Delegacias Especializadas em Cuiabá:

  • Delegacia Especializada de Defesa da Mulher
    Rua Joaquim Murtinho, 789 – Centro Sul
    Telefone: (65) 3901-4277
    Email: deidosocuiaba@pjc.mt.gov.br

  • Plantão 24h – Atendimento humanizado para vítimas de violência doméstica e sexual em toda a capital

🏛️ Outros serviços:

  • Ministério Público de Mato Grosso – Observatório Caliandra: acompanhamento de casos
  • Defensoria Pública: assistência jurídica gratuita
  • Casa de Eurídice: atendimento psicológico especializado

Você não está sozinha

Se você está em situação de violência, saiba que:

  • Denunciar não é delação, é proteção
  • A medida protetiva é gratuita e rápida
  • Você pode pedir ajuda anonimamente pelo 180
  • Existem programas de auxílio financeiro e moradia para recomeçar
  • 87 crianças ficaram órfãs em 2025 – proteja-se também por elas

Apoio Local na Região

Além dos canais estaduais e nacionais de denúncia, a rede de proteção às mulheres também conta com apoio nos municípios da região, como Nova Olímpia, Tangará da Serra e Barra do Bugres.

Os Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher dessas cidades atuam na orientação, encaminhamento e acompanhamento de mulheres em situação de violência, trabalhando em conjunto com a assistência social, saúde, segurança pública e demais órgãos da rede de proteção.

Esses espaços fortalecem o acesso à informação, ao acolhimento e aos caminhos legais disponíveis para interromper o ciclo da violência.

Mulheres que precisarem de orientação podem buscar atendimento junto às Secretarias Municipais de Assistência Social ou diretamente nas Prefeituras dessas cidades.


Conclusão: a proteção começa com a informação

Os 52 feminicídios registrados em Mato Grosso em 2025 representam muito mais que números em uma estatística. São 52 vidas interrompidas, 87 crianças órfãs, dezenas de famílias destruídas e uma sociedade que precisa urgentemente mudar sua relação com a violência de gênero.

O dado mais alarmante revela que 45 das 52 vítimas não tinham medida protetiva no momento do crime. Apenas 7 mulheres estavam sob proteção judicial, o que levanta uma questão fundamental: quantas vidas poderiam ter sido salvas se essas mulheres tivessem buscado ajuda antes?

A realidade é dura: 83% dos feminicídios acontecem dentro de casa, no lugar que deveria ser o mais seguro. O agressor, na maioria esmagadora dos casos, é alguém próximo – companheiro, ex-marido, namorado. E os motivos revelam uma cultura de posse e controle: ciúmes, término de relacionamento, menosprezo pela condição feminina.

Mas há esperança. Mato Grosso avançou significativamente na estrutura de proteção: medidas protetivas concedidas em apenas 1 dia, aplicativo com botão do pânico, patrulhas especializadas, investimento de R$ 88 milhões em segurança e uma taxa de proteção de 99,96% para quem busca ajuda.

O maior desafio agora é conscientizar as mulheres de que a proteção está disponível e ao alcance de um clique.

Se você se reconheceu em algum ponto deste artigo, se tem medo de alguém próximo, se sofre controle, humilhações ou ameaças: não espere a violência física chegar. A medida protetiva pode ser solicitada online, é gratuita, rápida e pode salvar sua vida.

Lembre-se: o feminicídio não é fatalidade. É crime que pode e deve ser prevenido.

Fontes oficiais citadas 

 

Observatório Caliandra – Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) 

  • Dados sobre evolução de feminicídios 2020-2025 
  • Estatísticas sobre motivações dos crimes 
  • Informações sobre medidas protetivas das vítimas 
  • Número de condenações (142 réus entre 2020-2025) 
  • Fonte: https://caliandra.mpmt.mp.br/ 

G1 Mato Grosso 

  • Reportagem principal: “MT registra o maior número de feminicídio dos últimos 5 anos” https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2025/12/22/mt-registra-o-maior-numero-de-feminicidio-dos-ultimos-5-anos-maioria-motivado-por-terminos-e-ciumes.ghtml 
  • Reportagem sobre medidas protetivas: “Lei Maria da Penha: número de medidas protetivas aumenta 10% no 1º semestre de 2024 em MT” https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2024/08/03/lei-maria-da-penha-numero-de-medidas-protetivas-aumentam-10percent-no-1o-semestre-de-2024-em-mt.ghtml 
  • Reportagem sobre ranking nacional: “Mato Grosso lidera ranking nacional de feminicídios pelo 2º ano seguido, aponta anuário” https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2025/07/24/mato-grosso-lidera-ranking-nacional-de-feminicidios-pelo-2-ano-seguido-aponta-anuario.ghtml 

Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT) 

  • Relatório “Mortes Violentas de Mulheres e Meninas em Mato Grosso por razões de gênero 2024” 
  • Dados sobre órfãos do feminicídio (89 crianças em 2024) 
  • Estatísticas sobre perfil das vítimas e local dos crimes 
  • Fonte: https://www.sesp.mt.gov.br/-/feminicídios-deixaram-89-filhos-sem-mães-em-mt-em-2024 
  • Fonte: https://www.sesp.mt.gov.br/-/relatório-da-polícia-civil-aponta-que-83-das-vítimas-de-feminicídio-em-mt-foram-mortas-no-ambiente-doméstico 

Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) 

  • Informações sobre medidas protetivas em 2024 (mais de 17,5 mil concedidas) 
  • Funcionamento do Botão do Pânico 
  • Declarações da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa 
  • Fonte: https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/1/saiba-como-as-medidas-protetivas-podem-salvar-vidas-mulheres-em-situacao-violencia-domestica 

Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) 

  • Dados sobre medidas protetivas (mais de 17,3 mil mulheres protegidas) 
  • Informações sobre aplicativo SOS Mulher MT 
  • Estatísticas sobre Botão do Pânico (5.483 solicitações em 2025) 
  • Declarações da delegada Jannira Laranjeira 
  • Fonte: https://www.pjc.mt.gov.br/en/w/medidas-protetivas-garantem-proteção-a-mais-de-17-mil-mulheres-em-mato-grosso 

Fórum Brasileiro de Segurança Pública 

  • Anuário Brasileiro de Segurança Pública 
  • Taxa de 2,5 feminicídios por 100 mil habitantes em MT (2024) 
  • Ranking nacional de feminicídios 

Declarações de Autoridades Citadas: 

  • Juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa (1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá) 
  • Delegada-Geral Daniela Maidel (Polícia Civil de MT) 
  • Delegada Jannira Laranjeira (Polícia Civil de MT) 
  • Delegada Mariell Antonini Dias (Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis) 

Canais de Ajuda Mencionados: 

  • Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) 
  • Ligue 190 (Polícia Militar) 
  • Aplicativo SOS Mulher MT 
  • Site para Medida Protetiva Online: sosmulher.pjc.mt.gov.br 
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher 

 

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